terça-feira, 25 de novembro de 2008

Defesa de Dissertação de Mestrado no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA/UFPA

PRODUÇÃO SIMBÓLICA DOS LUGARES: Folguedos populares de boi-bumbá do Marajó - espaço e cultura na região do Ararí

Mestrando(a): Edgar Monteiro Chagas Júnior
Orientador(a): Rosa Elizabeth Acevedo Marin

Banca Examinadora
Edna Maria Ramos De Castro
Gilberto De Miranda Rocha

Data: 18-12-2008.
Hora: 14:00:00
Local: Mini-Auditório do NAEA

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

NAEA 35 ANOS - Seminário Internacional Amazônia e Fronteiras do Conhecimento

Este Seminário com caráter Internacional visa fortalecer o diálogo entre as instituições localizadas na Amazônia e aquelas sediadas em outras regiões do país ou no exterior, mas que ocupam um lugar de destaque na produção de discursos científicos e políticos sobre a Amazônia. O Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, órgão da UFPA, há quase quatro décadas tem pautado temas no debate sobre a Amazônia. É o primeiro Programa de Pós-Graduação do Norte e que desde seu início pensou o desenvolvimento dessa região com base em paradigmas de sustentabilidade social e ambiental. Reuniu ao longo dessas décadas, profissionais de distintas instituições de pesquisa e ensino e foi pioneiro na formação de gerações para pensar as dinâmicas sócio-econômicas e ambientais de forma crítica, contrariando discursos apressados e superficiais produzidos sobre a Amazônia.
A pós-graduação na Amazônia completa 35 anos. Nesta ocasião, a comunidade científica considerou de alta relevância reunir pesquisadores brasileiros e estrangeiros que contribuíram nesse período à produção do conhecimento sobre a Amazônia, com o objetivo de traçar balanços sobre a qualidade da pesquisa produzida e dos resultados aplicados; o potencial das instituições de pesquisa e de tecnologia; e, finalmente, a capacidade de atender novas demandas de tecnologias e que respondem ao desafio de desenvolver essa região sem perder seu potencial multicultural e sua rica biodiversidade. O papel da Pós-Graduação foi decisivo em criar competências e grupos de pesquisa de excelência, institucionalizando a produção de saberes e sua extensão via aplicação na sociedade. O desafio que está posto é de avançar na produção do conhecimento e de gerar inovação tecnológica, ao mesmo tempo em que se repensa o papel das instituições científicas em vistas ao desenvolvimento da Amazônia.

Informações sobre inscrições e hospedagem, aqui.
  • Período: 9 a 11 de dezembro de 2008

  • Local: Hilton Hotel - Belém/PA.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mestre Verequete, de Rafael Barros (Download)

Reforçando que dia 15 de novembro de 2008 acontecerá o coquetel de lançamento do Cd Árvore Ar, do músico Rafael Barros. Para quem não conhece, vai aí uma música para download, chamada Mestre Verequete, composição do Rafa.
Como diz o Allan, "chamem o Verequete aqui"!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Curumin - Achados e Perdidos(2005)

“Achados e Perdidos” é o primeiro álbum do cantor, compositor e multi-instrumentista paulista Curumin. Produzido por Gustavo Lenza, o trabalho é mais uma afirmação da convicção da gravadora YB Music na liberdade criativa da novíssima geração de artistas da música brasileira. O CD investe na evolução da vitalidade do samba e de sua incrível capacidade de dialogar e deglutir influências diversas. Logo nos primeiros compassos da faixa “Guerreiro”, toda essa mecânica se evidencia: vem a pura batucada do samba e sobre elas são adicionadas frases e timbres, tecendo uma malha engenhosa de perguntas e respostas e nesse momento, mais uma vez, o nosso ritmo nacional é reinventado. Curumin é baterista, e isso fica claro em todo o seu trabalho, pois a energia dessa obra nasce primeiramente na firmeza e musicalidade da concepção rítmica. A eletrônica soma-se aos instrumentos tradicionais de percussão e ao cavaquinho. Os sons graves conferem o peso e a agressividade que a música como um todo adquiriu após o surgimento do rock and roll nos anos 50, enquanto outros timbres agudos nos remetem a associações com barulhinhos alienígenas de disco voadores, e então estamos ao mesmo tempo no Brasil profundo e na ficção científica. “Achados e Perdidos” é, portanto, uma sala caleidoscópica, repleta de objetos comuns e raros, onde o ouvinte deve perder-se e reencontrar-se. Curumin faz parte de uma geração de artistas de formação musical sólida que optou por construir a carreira sobre a densidade da música, pouco se importando com a chanchada. Vivemos um momento paradoxal em que o esquema viciado da grande gravadora-jabá destrói-se a si mesmo num processo autofágico. Enquanto isso, surgem novas vozes de uma geração que teve acesso a toda informação, que bebeu de diversas fontes e está ávida por expressar sua concepção de mundo. Nesse ambiente peculiar, potencialmente representativo de uma mudança pra melhor, surge Curumin cantando, tocando e compondo. O trabalho de Curumin é mais um motivo para que sejamos tranquilamente otimistas quando pensamos no andar da carruagem da música popular brasileira.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Coquetel de Lançamento do CD de Rafael Barros

Rafael Barros, percussionista e compositor, lança seu trabalho ÁRVORE AR com um COQUETEL que acontecerá dia 15 de novembro às 18hs, no Espaço Cultural "Vanda Cardoso" - UNAFISCO. Vai rolar ainda canjas de um pessoal super legal: Quaderna - Joelma Telles - José Maria Bezerra e outros. Recomendo! Showzão! Leva dinheiro e compra o cd pra dar essa força pro cara!

Serviço
Lançamento do CD do percussionista e compositor Rafael Barros
Data: 15/11/2008
Local: Espaço Cultural "Vanda Cardoso" UNAFISCO
Horário: 18h

Intervenção na Bienal é caso de polícia

Comunicado Oficial da Fundação Bienal:

A Fundação Bienal de São Paulo e a curadoria da 28ª Bienal de São Paulo lamentam e condenam a invasão e o vandalismo ocorridos no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, no último domingo, 26 de outubro de 2008.
Trata-se de um ato criminoso, previsto em lei, contra um patrimônio público, o edifício da Bienal, o meio ambiente, a área preservada do Parque Ibirapuera, além de graves agressões físicas a funcionários trabalhando no evento. Embora já tivéssemos sido informados da possibilidade de um ataque desse tipo, em respeito ao público visitante, havíamos optado por manter uma segurança menos ostensiva, além da colaboração de profissionais preparados para a mediação com o público por meio dos serviços educativos. Ainda assim, foram graças à eficiência da segurança contratada e ao apoio dos educadores que esse bando de criminosos não logrou maiores danos em relação às obras expostas. Depois do ocorrido, fomos obrigados a alterar e reforçar o esquema de segurança. Causa-nos profunda surpresa e pesar, ver que no momento em que a exposição Bienal se propõe como um espaço democrático, aberto ao público, hospitaleiro, recebamos uma manifestação completamente contrária a esse espírito. O vandalismo causado pela atitude autoritária e agressiva desses jovens representa uma ameaça à constituição de um espaço público coletivo, que respeite a integridade de cada cidadão e o patrimônio material e simbólico da nossa cultura. A atuação do grupo repetiu o mesmo padrão de ataques anteriores realizados na Faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural, ambas em São Paulo, mas, diferentemente do que ocorreu nessas ocasiões, eles não conseguiram destruir nenhuma obra. Duas pessoas foram detidas e poderão sofrer duras penalidades. A Fundação Bienal de São Paulo e a curadoria da 28ª Bienal de São Paulo pedem a compreensão do público visitante da mostra, pois somos obrigados pelo autoritarismo e violência desses criminosos, a implementar medidas de segurança e controle do público visitante. Portanto, a fim de evitarmos transtornos e embaraços, pedimos a gentileza de que os visitantes não venham com bolsas grandes (mochilas são guardadas obrigatoriamente), pois elas terão de ficar no guarda volumes. Todos os visitantes deverão passar por detectores de metal e, quando solicitados, poderão ser inquiridos sobre possíveis pertences metálicos que estejam portando. A 28ª Bienal de São Paulo estará aberta normalmente ao público, amanhã, terça-feira, a partir das 10h, sem qualquer alteração em sua programação.


Fundação Bienal de São Paulo
Curadoria da 28ª Bienal de São Paulo: “em vivo contato”

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Vós que estais sem Som Barato!!!!

Neste mês de setembro de 2008 foi fechado o blog Som Barato que disponibilizava músicas para download gratuitamente. Responsável por um dos maiores e mais respeitados trabalhos de resgate, divulgação e preservação da música brasileira. Oportunidade para pesar nossas manifestações culturais em face de poderes absolutos de particulares. Não é acabar com gravadoras. Mas e quanto a acabar com trabalhos como o do Som Barato? Uma atitude unilateral, arbitrária, autoritária e INCONSTITUCIONAL! Ninguém do blog foi ouvido! Uma atitude dessas está longe de compreender a real conjuntura em que está a distribuição gratuita de música pela internet. De onde vem esse poder? Eu digo que como hoje é posto em debate, deixou de ser inquestionável. Mais de 2.000 discos disponíveis! Mais de 1 milhão de downloads! Visitado por pesquisadores, músicos (uns que até proíbem suas músicas na internet!!!), estudiosos, saudosistas desamparados, professores, donas de casa, policias, malabaristas, donos de gravadoras em busca de idéias, padres, padeiros, putas, ciclistas, bichas, punks, pobres, milionários, seres mutantes até grandes moluscos vermelhos! Quando a máscara vai cair? A maioria do material publicado no Som Barato nem tinha distribuição! Muita coisa nem existia em cd! E as entrevistas, textos, biografias, críticas, comentários, informaçõs e opiniões lá postadas? Também são "ilegais"? Ponto de divulgação de festas e de shows de ótimos artistas muitas vezes nem citados na grande mídia. Isso também é proibido? O blog transformou-se numa referência para encontros de fãs de música e de colecionadores de vinis. TUDO FOI SUSPENSO! TUDO ISSO É CRIME? Centenas de artistas aplaudem e tem suas carreiras renascidas graças a trabalhos como esse. Outros músicos iniciantes (muitos de soberbo talento $EM E$PAÇO NA INDÚ$TRIA FONOGRÁFICA) passaram a ter uma via direta e honesta para mostrar seus trabalhos. Então eu pergunto: Por que todos tem de pagar se uma Biscoito Fino da vida não quer "seus discos" lá? Ao povo brasileiro (e de todo o mundo) mais uma vez ficam os valores, muito além dos mensuráveis em dólar, nos cofres dos "proprietários da arte". Lembro-me de casos como a Discos Marcus Pereira com suas centenas de discos sob guarda da EMI. O maior projeto fonográfico brasileiro quase não conhecido de seu povo. Quem tem as chaves desses porões? Muitos desses discos estavam postados no Som Barato. Prá você leitor o que é mais importante? Vale lembrar que moramos num país sem memória cultural! De quem é a culpa? Antes de apontar o dedo ou (ainda pior) proibir, vetar e executar por conta própria, vamos discutir. TODOS NÓS! TODO O POVO BRASILEIRO. Nossa arte maior está apodrecendo nas gavetas de mercenários protegidos por leis caducas. Todos podem ganhar. Novas alternativas tornam-se imprescindíveis. Quem deve se submeter? Um tempo retrógrado que insiste em negar o presente defendendo interesses próprios (e de músicos que não querem largar o osso) ou o agora que pode sim trazer empregos, desenvolvimento econômico (não é essa a desculpa "deles" quando na verdade sonham em ser milionários?) e acima de tudo liberdade e acesso irrestrito a cultura? Este sim, um bem irrenunciável e indisponível de qualquer povo que valoriza e defenda sua identidade como patrimônio essencial de sua dignidade.
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Para concluir leia esse artigo intitulado "Tabu Pirata" publicado na revista eletrônica Consultor Jurídico sobre a questão da pirataria no Brasil, o que diz as leis e o império da desinformação disseminado pela indústria. LEIA!!!!!
Aqui vai um link que andou rodando pela net com alguns links do Som Barato. Não todos, mas muitos.
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Um pouco mais sobre o fechamento do Som Barato e seus desdobramentoes, acesse:
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Texto de Ennião publicado originalmente em:
http://nopaudagoiaba.blogspot.com/

domingo, 14 de setembro de 2008

Rede Globo

A Rede Globo foi inaugurada em 1965, sob o regime militar e constitui um "modelo audiovisual" que penetra em qualquer segmento do mercado ficcional. Mercado este que a Globo detém a hegemonia há longos anos... Seu sinal eletrônico, em 1998, cobria cerca de 99% dos então 5.043 municípios brasileiros. Neste ano, a rede tinha nada mais do que 107 emissoras que detinham 64% da audiência nacional. De toda a verba advinda da publicidade, cerca de 75% (!) era absorvida pela Rede Globo. Em 2000, a arrecadação chegaria a US$ 3 bilhões.
Diz um trecho extraído de uma edição da revista época de 2003: "Com esse poder, a Globo poderia criar e derrubar presidentes, privilegiar ou ignorar coberturas jornalísticas. Foi justamente contra este poder que a população saiu às ruas, em 1984, para protestar". Palavras de ordem da campanha: "O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!". Tais palavras faziam referência, principalmente, à demora com que a Globo iniciou sua cobertura sobre o movimento das Diretas Já!, que já vinha sendo vinculado há algum tempo pelas outras emissoras. Enquanto a população vivia um intenso clima de abertura política, a Rede pregava um processo lento e gradual.
As controvérsias que a Globo carrega consigo vêm desde a sua criação, onde, ainda na gênese teve um acordo obscuro afirmado com o conglomerado empresarial norte-americano Time-Life, em um período em que a Constituição Brasileira vetava a participação do capital estrangeiro nos meios de comunicação nacionais. Tal acordo gerou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que optou pela condenação da empresa. O governo militar, em ato arbitrário, contrariou a decisão da Câmara dos Deputados e desconheceu este resultado, oficializando a TV Globo.
Àqueles que se atrevem a relembrar o episódio da criação da TV, restam as sombras... Hoje, dado o gigantismo das organizações Globo, não mais se vêm ações como a que a câmara moveu contra a Rede nos anos de 1960. Em resumo ao império, Roberto Marinho admitiu publicamente em 1987: "Sim, eu sou o poder!" Esta singela frase resume este dispositivo comunicacional capaz de interferir inevitavelmente na agenda dos demais e representa, hoje, a maior produtora de sentidos e bens simbólicos do país. Ou seja, é uma máquina de fazer cabeças. Cuidado com a sua.

sábado, 6 de setembro de 2008

DEAD FISH em Belém

Dia 07 de setembro de 2008.

O mês de Setembro chega à Cidade das Mangueiras. O Brasil se prepara para mais uma comemoração da independência. As escolas, os militares e os cidadãos se organizam. Os tambores, os pratos e trompetes começam a fazer barulho nesta cidade para a celebração do Sete de Setembro. No entanto, em algum casarão sujo da Cidade Velha, a Abunai Produções, fazendo jus a essência punk de seu criador, ignora tudo isso e resolve fazer o seu barulho. O barulho do Hardcore Capixaba da mais bem sucedida banda de Punk/Hardcore nacional: Dead Fish. Pela segunda vez em Belém, eles trazem na bagagem, 17 anos de estrada, oito CDs (sendo seis na fase independente), um DVD, prêmios nas mídias especializadas e muitos fãs. Depois de sair da fase independente e ficarem reconhecidos nacionalmente com dois CDs e um DVD lançados pela gravadora Deckdisk, o Dead Fish assume uma nova formação com a saída do guitarrista Hóspede (Aditive). Agora, eles parecem voltar as suas raízes old school/independente, que irá trazer, sem dúvida, um sentimento nostálgico para os fãs, principalmente, os mais velhos, que acompanham o DF desde o primeiro Cd "Sirva-se". Depois de três anos, eles reaparecem por estas bandas nesta solene data de 7 de Setembro, quando todos aguardam o desfile militar com as bandeirinhas do Pará e do Brasil e se dizem "patriotas desta terra amada", eles retornam para dizer que as coisas não se resolvem dessa forma, e com a mesma essência que fez o Dead Fish sobreviver por todos estes anos.A abertura fica por conta dos Rennegados, com o seu Hardcore agressivo e crítico, e MB-4, direto da Floresta Amazônica, e um Hardcore melódico moderno. Para agradar a todos. E para você que está pensado: "Agradar a todos? Até pareci que eu, um rapaz moderno e descolado, vou entrar nessas rodas. Nem gosto desse som e nunca ouvir falar dessas bandas." A festa é para agradar a todos mesmo. Esqueça rótulos e preconceitos. Todos serão iguais e tratados da melhor maneira, injetando nas suas mentes aquilo que você mais adora: música. De qualidade. Nas pickp ups: Se Rasgum, Coletivo Pogobol, Meachuta!, Faca (Bulhufas) e Diego Lima. Pela primeira vez, os DJs que agitam as noites dos jovens-belenenses-insanos-em-busca-de-diversão, excluídos das festas de aparelhagens de Belém Brega City, estarão discotecando em um único lugar. Sem concorrência. Para você, que tem aversão a roda punk, ficar dançando e, quem sabe, depois de alguns drinks, meter a cara nela e adquirir uma nova experiência para o seu currículo. Os tambores militares e escolares estão rufando para o Dead Fish. Nesse 7 de Setembro, esqueça o falso patriotismo de "Independência ou morte!", e, ao invés disso, divirta-se e grite: "Ei, Dead Fish! Vai tomar no cu!". E assim, expresse a sua vontade reprimida, de amor ou ódio por essa banda. E seja bem sucedido, certo?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Lançamento do Programa Nacional de Bolsas FUNARTE em Belém


A Representação Regional Norte do Ministério da Cultura e a FUNARTE convidam os interessados, para o lançamento em Belém, do Programa Nacional de Bolsas que contemplam a Criação Artística e a Produção Crítica em Artes.

O evento acontecerá no dia 04 de setembro, das 09h00 às 12h00, na Estação Gasômetro - Parque da Residência e contará com a presença de Marcos Teixeira Campos (Coordenação de Circo - CEACEN / FUNARTE) e Zezo Oliveira (Diretor da Escola Nacional de Circo) representando a FUNARTE.

A programação é aberta ao público. Solicita-se aos interessados confirmarem a participação através do e-mail: regionalnorteminc@hotmail.com ou do telefone 3224-1825 (falar com Delson Cruz, Alberdan Batista ou Michelle Pinheiro). O Programa Nacional de Bolsas abrange as seguintes áreas:

Estímulo à Criação Artística
. Artes Visuais
. Criação literária
. Dança (coreografia)
. Dramaturgia
. Fotografia
. Música (composição erudita)
. Música (composição popular)

Estímulo à Produção Crítica em Artes
. Artes Visuais
. Dança
. Música
. Teatro
. Interfaces dos conteúdos artísticos e culturas populares
. Conteúdos artísticos em mídias digitais / Internet.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Etnomusicologia Afrobrasileira: “As Dimensões da Música Africana e suas Influências no Brasil”

O programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFPA convida para a palestra “As Dimensões da Música Africana e suas Influências no Brasil” com o Prof. Dr. Kazadi Wa Mukuna.

Data: 12 de agosto de 2008, terça-feira
Horário: 15 horas.
Local: Auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

Kazadi wa Mukuna nasceu na República Democrática do Congo, em Kinshasa onde fez seus estudos primários e secundários. Depois foi para os Estados Unidos da América completar seus estudos na Universidade da Califórnia em Los Angeles onde fez doutorado em Etnomusicologia. Veio para o Brasil em 1974 na USP onde concluiu seu segundo doutorado em Sociologia (1977). Atualmente é Professor Titular na Universidade Estadual de Kent, em Ohio.

Está no Brasil há 3 meses a convite do Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diásporas da PUC/SP com apoio da FAPESP, ministrando aulas sobre "MÚSICA AFRICANA: TEORIA, CULTURA MATERIAL, ARTE E COMUNICAÇÃO". Seu doutorado foi sobre Contribuição Bantu na Música Popular Brasileira: Perspectivas Etnomusicologicas, livro que já está publicado na terceira edição, pela editora Terceira Margem. Além disso publicou em 2003 o livro Interdisciplinary Study of the Ox and the Slave (Bumba-meu-Boi): A Satirical Music Drama in Brazil, em New York pela editora Edwin Mellen Press. É um grande especialista em sua área e fala português fluentemente.

O evento tem apoio do IPHAN.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Capoeira - Patrimônio Cultural do Brasil

Depois de dar a volta ao mundo e alcançar reconhecimento internacional, a capoeira se tornou o mais novo patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação foi votado no dia 15 de julho, em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional. O instrumento legal que assegura a preservação do patrimônio cultural imaterial do Brasil é o registro, instituído pelo Iphan. Uma vez registrado o bem, é possível elaborar projetos e políticas públicas que envolvam ações necessárias à preservação e continuidade da manifestação.
Estiveram presentes ao evento o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, o governador da Bahia, Jacques Wagner, o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, os embaixadores da Nigéria e do Senegal, além de autoridades locais. O presidente do Iphan anunciou a inclusão do ofício dos mestres da capoeira no Livro dos Saberes, e da roda de capoeira no Livro das Formas de Expressão. A divulgação e implementação dessa atividade em mais de 150 países se deve aos mestres, que tiveram sua habilidade de ensino reconhecida.
Segundo o ministro interino Juca Ferreira, a votação foi um momento de reparação em relação a esta prática afro-descendente. “Nós estávamos devendo isso aos mestres de capoeira, responsáveis por uma das manifestações mais plurais e brilhantes de nossa cultura”, afirma. Diversos grupos de capoeiristas e reconhecidos mestres vieram de várias regiões do Brasil para acompanhar a votação. Num encontro representativo da presença da capoeira no país e no mundo, eles realizaram uma grande roda em frente ao Palácio Rio Branco, simbolizando o triunfo da manifestação, que já foi considerada prática criminosa no século passado (chegou a ser incluída no código penal da República Velha), e agora é reconhecida como patrimônio cultural .
Um grande evento em homenagem à capoeira foi realizado no Teatro Castro Alves, onde artistas como Naná Vasconcelos - percussionista que ampliou as possibilidades sonoras do berimbau-, Roberto Mendes, Mariene de Castro, Wilson Café e Ramiro Mussoto exaltaram a importância da manifestação.
O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura, e é o resultado de uma ampla pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de conhecimento e documentação sobre esse bem imaterial. Todo o levantamento foi sintetizado num dossiê final que compõe o processo de registro.
O inventário da capoeira foi produzido por uma equipe multidisciplinar de profissionais, em parceria com as Universidades Federais do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e a Federal Fluminense, sob a supervisão do Iphan. As pesquisas foram realizadas no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, principais cidades portuárias apontadas como prováveis origens desta manifestação, e locais onde havia documentação a respeito.
Créditos: IPHAN.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mestre Ambrósio - fuá na casa de caBRal [1999]

Em seu primeiro press-release, divulgado antes mesmo do lançamento do primeiro disco, o Mestre Ambrósio declarava: “a proposta do grupo é trabalhar, de uma forma atualizada, a sua musicalidade nordestina”. Essa parecia ser a palavra de ordem da ebulição musical e cultural que tomava conta do Recife: atualização. Restava saber como cada banda iria realizar esta tarefa: conectar as diferentes tradições sonoras do Nordeste brasileiro com a linguagem do etnopop global, agora já transfigurada pela tecnologia/filosofia digital.
O pessoal mais ligado ao movimento mangue optou por uma estratégia de radical estranhamento (de tudo e de todos). Era como se trabalhassem “de fora”, não escolhendo de início uma base nordestina e/ou um ponto de vista internacional a partir dos quais suas combinações de ritmos e estilos (rap e maracatu, coco e dub) seriam produzidas. Já a opção do Mestre Ambrósio estava clara desde o princípio: era “de dentro”, do mais profundo conhecimento dos mestres brincantes do Nordeste, que o grupo iria desenvolver seu ataque pop.
As duas opções se equivalem, uma não é melhor que a outra, mas os resultados e métodos detrabalho – apesar dos objetivos comuns - são diferentes. No seu primeiro disco, o Mestre Ambrósio se inseria tão completamente nas “linhas evolutivas” de brincadeiras como o cavalo-marinho, o maracatu-rural ou o forró, que muitas vezes era difícil para o ouvinte perceber o que havia de diferente entre o que estava gravado e o que se pode escutar numa festa tradicional da zona da mata pernambucana. Em Fuá na casa de Cabral, essa dificuldade desaparece e a proposta do Mestre Ambrósio pode ser entendida claramente.
Não há nenhuma mudança de rumo ou estratégia. Há aprofundamento e amadurecimento das idéias anteriores. Os exemplos das canções do primeiro disco que foram regravadas neste Fuá tornam evidente o domínio que o Mestre Ambrósio ganhou sobre vários estilos da música nordestina, conquistando liberdade para fazer o que quiser com eles, mas sem precisar utilizar o recurso fácil de colocar uma bateria eletrônica tecno “em cima” para “modernizar” o tradicional. Zé Limeira, o maracatu-rural que no disco anterior duelava com uma guitarra elétrica, agora ganhou uma viola nordestina (sublinhando o tom repentista do samba-curto do vocal) tornando o resultado, ao contrário do que se poderia esperar, mais ousado e mais moderno (e ao mesmo tempo, o que é uma vitória e tanto, mais compreensível – não digo aceitável - para tradicionalistas). Só quem está muito “por dentro” do maracatu rural pode propor um “baque” como esse, tão heavy.
O Fuá todo é heavy. Mas não no sentido óbvio que o pesado pode ter. O segredo (e o acerto, e anovidade) está no método de produção. O desafio era não partir do sampler, não por nada contra o sampler, mas para testar um caminho diferente. As músicas foram gravadas em regime quaseacústico, quase-rural, quase pré-digital. Só depois dessa primeira fase é que todos os recursos computadorizados do estúdio entraram em cena, rearticulando o material gravado, amplificando detalhes, mixando o resultado da maneira menos convencional possível.
Então cada faixa faz o ouvinte, junto com o Mestre Ambrósio, reavaliar seu conhecimento sobre atradição musical nordestina, e impulsioná-la para o imprevisível. Caboco é maracatu-rural nocarnaval de Olinda, acentuado por uma guitarra que tanto pode ser classificada como zairensequanto como repentista, com vantagens para ambos os lados. Em Fuá na casa de Cabral, a batida de forró ganha marcação de merengue. Em Semen, a cantoria cai na batucada; em Vó cabocla ocaboclinho cai no cavalo-marinho; em Esperança, a guitarra faz o papel da rabeca para juntar-se a vocais de toré de índio caatingueiro e a uma gaita de caboclinho altamente progressiva. Já Pescador é uma ciranda da Jamaica, Chamá Maria é um forró dos Balcãs, e Pedra de Fogo é um samba de Cabo Verde.
A fala do Mestre Ambrósio, após a faixa de abertura do disco, deve ser escutada como uma carta de intenções: “vivo no mundo comprando, vendendo, trocando figuras.” O Mestre Ambrósio, nabrincadeira do cavalo-marinho, atua como um Hermes, um Exu, um ministro das informações, um mestre das comunicações entre as várias personagens/figuras, entre os brincantes e o público, entre as várias brincadeiras, mostrando como tudo está conectado. A música de Fuá na casa de Cabral realiza a mesma façanha. Do mais profundo do Nordeste, para o mundo, e de volta, e para todos os lugares novamente. A brincadeira é heavy e não tem fim. Ninguém pode com um fuá deste calibre (Hermano Viana).
Créditos: Som Barato

terça-feira, 8 de julho de 2008

Arraial do Pavulagem

Foto de "Lua..."

Registro do último arrastão do Pavulagem, no dia 06 de julho de 2008, que reuniu em torno de 25.000 (!) pessoas no cortejo pela Pte. Vargas e na Pça. da República. Linda foto!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Sonho do Boi Bozó, o Búfalo do Marajó

As crias do Projeto de Iniciação Artística da Fundação Curro Velho vão encenar nos dias 26 e 27 de junho, a partir das 18h30min, o espetáculo “O Sonho do Boi Bozó, o Búfalo do Marajó”, uma divertida e diferente história sobre boi-bumbá, desta vez, contada na versão do próprio boi.

A trama reúne três bois hilários que, enquanto viajam nos “ombros” de um caminhão, resolvem contar suas aventuras até chegarem ao destino final – a participação no Arraial de Todos os Santos, da Fundação Curro Velho.

Do imaginário até chegarem ao Norte esses personagens põem de “cabeça para baixo” uma das maiores tradições juninas, o boi-bumbá. Boi Bozó, marajoara, não quer ser mais denominado como “Boi do Marajó”, pois se reconhece como um legítimo búfalo; o Boi Malhado, maranhense muito zen, vem trazendo todo o seu sotaque de Reggae à grande festa; o mineiro Boi Mimoso, sujeito metido a esperto, vem reclamando de tudo, mas não passa de um grande molenga. A história conta ainda com a participação de uma figura muito encrenqueira na vida dos três, a garça branca, a grande novidade na comédia de boi-bumbá. Um prato cheio para imaginação do público!

O projeto conta com um grupo de mais de 200 crianças, em grande parte da Vila Barca, próxima à Fundação. Eles são acompanhados pelo trabalho dos arte-educadores: Jorge Cunha (Gerente do Projeto de Iniciação Artística), José Maria Bezerra (Diretor Musical e Roteirista), Aninha Moraes e Baeti (Direção Coreográfica), Adriana Cruz e Joelma Telles (Direção Teatral). O espetáculo é resultado do projeto que teve três meses de atividades, tendo ainda o apoio de psicólogos e psicopedagogos. Uma louvável iniciativa do Curro Velho, pois chega à comunidade através da arte, a partir da garotada de 4 anos, contribuindo para o melhoramento do bem-estar social.

Agora é ver de perto como essa grande aventura vai terminar. Os três bois malucos estão chegando para festa! O palco agora só espera a participação e a curiosidade de vocês!

Divulgação feita por Allan Carvalho através de email.

Mais detalhes: 8852-4170 / 3184-9100 (Jorge Cunha)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Autopsicografia - Fernando Pessoa


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Carimbó mobiliza grupos e mestres em Santa Bárbara


Encontro da Campanha ¨Carimbó, Patrimônio Cultural Brasileiro¨ reunirá carimbozeiros de vários municípios paraenses que lutam pela valorização do gênero

O Carimbó é a música tradicional paraense por excelência. Junção caprichosa do pé batido indígena com o rebolado africano, preservado nas comunidades pela oralidade dos mestres populares, em sua maioria pescadores e lavradores, o Carimbó é um gênero que sintetiza a capacidade criativa, a força e a beleza do povo da Amazônia. Afirmamos mesmo que o Carimbó é parte essencial da alma paraense e amazônida, um componente fundamental da identidade cultural brasileira.

Santa Bárbara, na região metropolitana de Belém, próxima de Mosqueiro, é um dos locais onde a tradição do Carimbó vem se manifestando e fortalecendo de forma crescente, mostrando a força e vitalidade desse gênero entre a comunidade local. Município com muitas manifestações culturais populares, como Cordões de Boi e Pássaros, a cidade se prepara para realizar o seu 1º Encontro de Articulação da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”, a ocorrer no dia 21 de junho de 2008 (sábado), das 08 às 14 h, no Centro Comunitário de Santa Bárbara, localizado na Rua Raimundo da Vera Cruz, ao lado da Igreja Matriz.

O Encontro pretende reunir os diversos grupos de Carimbó de Santa Bárbara e região, seus mestres, músicos e dançarinos, as entidades culturais e as instituições públicas de cultura locais, para conhecer mais sobre o processo de registro do carimbó, além de discutir propostas de organização da Comissão Local da Campanha, buscando estruturar e planejar suas atividades no município. O evento terá também a participação do IPHAN e do DPHAC/SECULT, que irão esclarecer a comunidade sobre o andamento desse registro na região.

O evento será uma oportunidade para conhecer o trabalho de grupos como o “Unidos do Paraíso”, conjunto formado em 1998 por mestres locais como Seu Cazuza e seu Wilson, dois irmãos que demonstram uma profunda paixão pela cultura popular e que estão à frente da organização da campanha nesse município. Além disso, o encontro será um espaço de integração e intercâmbio entre músicos, mestres e produtores de carimbó dos vários municípios onde a campanha está também sendo organizada. Já estão confirmados representantes de Curuçá, Marapanim, Maracanã, Santarém Novo, Terra Alta, Salinas, Belém, entre outros.

A Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” é uma iniciativa que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade em torno da valorização e do reconhecimento do Carimbó como patrimônio imaterial da cultura brasileira, sendo uma continuidade do processo organizado a partir das discussões promovidas no Festival de Carimbó de Santarém Novo desde 2005. Organizada por entidades e grupos culturais de vários municípios, esta Campanha faz parte do processo iniciado em 2008 junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – para registrar o Carimbó Paraense como Patrimônio Cultural do Brasil, tendo o apoio do Governo do Estado através da SECULT e FUNTELPA.

Como parte fundamental do processo de registro, estamos promovendo encontros de articulação da Campanha em vários municípios onde o Carimbó é uma referência cultural profunda, locais que farão parte do inventário a ser realizado pelo IPHAN e pelo DPHAC/SECULT (Diretoria de Patrimônio) a partir deste ano.

A coordenação local do evento é do grupo “Unidos do Paraíso”, em parceria com o Centro Comunitário de Sta. Bárbara, tendo o apoio do IPHAN, SECULT, Fundação Curro Velho e FUNTELPA.
Serviço:
1º Encontro de Articulação da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro” em Santa Bárbara
Dia 21 de junho de 2008 (sábado), das 08 às 14 h, no Centro Comunitário de Santa Bárbara, na Rua Raimundo da Vera Cruz, nº 449, Centro, ao lado da Igreja Matriz , Santa Bárbara/PA.

Contatos da Coordenação da Campanha:
(91) 9995-4422 (Isaac Loureiro)
(91) 8167-8783 (Flávio Miranda)
(91) 8134-3426 (Esperança Alves)
(91) 8112-8205 (Railson Silva)
(91) 9605-9057 (Ronaldo Silva)

Contatos da Coordenação Local:
(91) 9627-1270 (Gabriel)

E-mail:
carimbopatrimonioculturalBR@gmail.com
Visite nosso Blog:
www.campanhacarimbo.blogspot.com
Divulgação feita por Isaac Loureiro através de email.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Siba e a Fuloresta - Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar.



O cantor, compositor e rabequista Siba Veloso, ex-líder da banda Mestre Ambrósio --um dos ícones do movimento manguebeat nos anos 90, vive fidedignamente a cultura popular que se propôs a tocar. Diferentemente dos colegas mangueboys, deixou de lado todas as facilidades das metrópoles onde já morou (Recife e São Paulo), para se instalar em Nazaré da Mata junto à banda que ajudou a fundar, "A Fuloresta". Leia-se o mais importante pólo de maracatu rural, em plena zona da mata pernambucana.
É isso o que torna sua obra tão original quanto poética até o último acorde. Ele traduz nas letras preciosas versos inteligentes e sensíveis de sabedoria popular. Situações comuns do cotidiano nordestino, como a fome, o abandono de crianças, a injustiça social e até a descida para a terceira divisão de um time de futebol estão presentes. O belíssimo encarte todo produzido pela dupla de grafiteiros "osgemeos" ainda traz um luxuoso apelo visual ao CD.
Na mistura de ciranda, coco de roda, maracatu de baque solto, samba e frevo, há participações da cantora Céu, em "Cantar Ciranda"; do guitarrista Lucio Maia (Nação Zumbi), numa das canções mais belas do álbum, "Alados" (também presente no recente disco "Homem Binário", do projeto solo "Maquinado", de Maia); de outro guitarrista renomado, Fernando Catatau (Cidadão Instigado), em "Meu Time"; da tocante voz de Isaah, ex-integrante do Comadre Fulorzinha (em "A Velha da Capa Preta"). Merece destaque também o coco animado de mesmo nome do álbum composto por Siba.
Um dos grandes patrimônios culturais vivos de Pernambuco e do Brasil, o mestre de cavalo-marinho Biu Roque, que também acompanha Siba nos shows, discos e por turnês na Europa, onde fazem grande sucesso (até mais do que no resto do país), tem participação solo em "A Folha Da Bananeira".
Graças ao trabalho do cantor, até hoje muito da música produzida pela cultura popular em Pernambuco pode ser reinventada e conservada com dignidade. O Estado sofre uma carência de novos compositores de frevo há anos, por exemplo. Siba revisita o ritmo ainda em marchinhas, como "Bloco da Bicharada", "Meu Time" e "A Velha da Capa Preta".
Depois do aclamado primeiro CD "Siba a Fuloresta" (2002), os muitos instrumentos de sopro, percussão e rimas de improviso de "Toda Vez Que eu Dou Um Passo o Mundo Sai do Lugar" deram continuidade à genuína produção de ritmos rurais, belos e dançantes do Nordeste. E que não morram jamais. (GABRIELA BELÉM)
Créditos: Som Barato

Móveis Coloniais de Acaju


Um dia de sol recebi um telefonema estranho:

- Por favor aqui é do Moveis Coloniais de Acaju
- Desculpa, eu já tenho móveis, eu respondi.
- Não! Aqui é uma banda de Brasília…
- Sério? Então já gostei do som; com esse nome o som deve ser bom .
Pronto!
Conheci os caras. Quero produzir. (…) Até que a vida me levou para o México fazer trilha de cinema (…). Que pena.
Pena nada! Os caras fizeram um puta CD…Daí sobrou de eu escrever.
Vamos lá:
Essa banda é uma mistura de Kusturica com Hermeto, um pouco de Cuba com macarrão. Um pouco de Paulista sendo de Brasília, um pouco de Brasília sendo do Brasil, um pouco do mundo sendo da Terra e, por que não, um pouco de Karnak com Los Hermanos. Um pouco de Pato Fu com amendoim. Um pouco de móveis com cabelo, um pouco de sorte com pensamento, um pouco de dor com amor, um pouco de Solidão com quarto e sala com fiador. Gorbachev com Copacabana. Samba de russo, pagode de cego com Tom Waits. Se fosse Teatro seria Tadeus Kantor, se fosse Foto seria do Rodchenko, se fosse esquilo não sambaria.
O melhor é que eles não são nada disso.
Eles apenas são uma grande banda com um grande som!
Vida longa!
[Por: André Abujamra, 01/06/2005]
Créditos: Som Barato
Foto: Itaú Cultural 2008.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Agenda de Junho - Arraial do Pavulagem e Batalhão de Estrela


31 de maio – Show na Estação da Docas – 21 h
Programação de aniversário da Estação no anfiteatro

01 de junho – Ensaio do Batalhão da Estrela na praça da República – 10 h

07/06 – Show Arraial do Pavulagem e Geraldo Azevedo – 20h
Teatro Balroon – Informações: 91624307

08/06 – Show no Murinim/Benevides – 20h

10/06 – Show no Hangar – congresso da ADEPARÁ – 18h

12/06 – Abertura de exposição sobre o Instituto Arraial do Pavulagem-SESC DOCA

15/06 – Arrastão do Pavulagem

18/06 – Show em Bragança – 21h
Festival Junino

20/06 – Assembléia Paraense – 19h
Show da banda e mini cortejo

21/06 – Show na COPALA – 21h

22/06 – Arrastão do Pavulagem

26/06 – Canaã do Carajás

27/06 – Parauapebas

29/06 – Arrastão do Pavulagem

06/07 – Arrastão do Pavulagem

sábado, 24 de maio de 2008

Salinas - PA

Um raro registro no conturbado reveillon de Salinas. Dezembro 2007 - Janeiro 2008. Por Amaro Tavares.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Carimbó Cobra Coral

Este evento irá fazer parte dos festejos da quadra junina em Belém do Pará! No mormaço, dia 1º de junho. A entrada até às 16h é de graça. Depois disso, 7 dólares. Esse grupo é especialmente bom, do querido Luizinho Lins, de Icoaraci. Agenda essa, menino!

Devorados - Madame Saatan

Tá rolando uma campanha pra colocar este vídeo entre os três mais vistos do MTV Overdrive. A votação consiste em assistir o vídeo, só. Isto pode ser feito no link: http://mtv.uol.com.br/mtvoverdrive/?vid=211179

Votem!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A responsabilidade de tocar o seu pandeiro é a responsabilidade de você manter-se inteiro...

Líder da banda Nação Zumbi e principal expoente do movimento mangue beat de Pernambuco, teve sua carreira precocemente abortada por um acidente de carro. Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 80. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar em Recife e Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro").